E se algumas das decisões financeiras que tomas hoje estiverem a ser condicionadas por frases que ouves desde criança?
Todos crescemos a ouvir ideias sobre o dinheiro. Muitas vezes nem damos por elas, mas moldam a forma como ganhamos, gastamos e poupamos. Algumas das mais comuns:
Estas ideias influenciam os nossos comportamentos, podem limitar o nosso crescimento e, muitas vezes, passam de pais para filhos. A forma como falamos de dinheiro em casa hoje é a relação que os nossos filhos vão ter com o dinheiro daqui a 20 anos.
Melhorar a nossa vida financeira não passa apenas por ganhar, poupar ou investir mais. Passa também por questionar aquilo em que acreditamos sobre o dinheiro. As crenças podem ser herdadas, mas não têm de definir o teu futuro.
🎙️ Este artigo é baseado num episódio do meu podcast Decides TU. E, como sempre… a decisão é tua.
Queres começar a poupar, mas todos os meses parece que o dinheiro desaparece antes de conseguires guardar alguma coisa? Vamos começar pelo princípio.
Durante um mês, regista todas as despesas. Vais ficar surpreendido com os pequenos gastos que, somados, fazem uma grande diferença. Podes usar a minha calculadora de orçamento familiar.
Separa as despesas fixas (casa, energia, seguros, créditos) das variáveis (supermercado, lazer, compras). É nas variáveis que costuma ser mais fácil ajustar.
Em vez de poupares o que sobra no fim do mês, põe de lado um valor logo no dia em que recebes. Uma transferência automática ajuda muito.
Antes de pensares em investir, garante uma almofada para os imprevistos. Vê quanto precisas na calculadora do fundo de emergência.
Se tens dívidas com juros altos, como cartões de crédito ou créditos ao consumo, muitas vezes faz sentido dar-lhes prioridade antes de começares a investir.
Poupar não começa quando ganhas mais. Começa quando decides gerir melhor aquilo que já tens. Pequenos valores, bons hábitos, consistência e tempo. A tua liberdade financeira pode começar com a primeira decisão que tomares hoje.
🎙️ Este artigo é baseado num episódio do meu podcast Decides TU. E, como sempre… a decisão é tua.
🎙️ Neste breve episódio vou falar sobre os benefícios de um orçamento financeiro familiar e como esta ferramenta pode fazer toda a diferença para uma vida financeira e emocional mais estável e equilibrada. Podes ouvir este episódio no Spotify, no podcast Decides TU:
Atenção aos prazos do IRS. É muito importante consultarmos o portal do e-Fatura de todos os membros do agregado familiar, para quem vai ser reembolsado, será muito importante receber de volta o que reteve na fonte ao longo do ano
Até 31 de Janeiro 2025
👉 Comunicação das rendas recebidas dos inquilinos em 2024
Até 17 de fevereiro 2025
👉 Comunicar as alterações do agregado familiar. Caso não comunique, serão considerados os dados da última declaração do IRS
👉 Comunique as despesas com rendas, relativas a habitação por transferência da sua residência permanente para o interior do pais.
👉 Comunique as despesas de educação de estudantes deslocados num território do interior ou numa região autónoma
👉 Entregue o comprovativo da frequência de ensino, caso seja estudante dependente
com rendimentos tributáveis
Até 25 de fevereiro 2025
👉 Comunique as faturas relativas a 2024 no portal e-Fatura. Não se esqueça de o fazer nas contas do e-Fatura de todos os membros do agregado familiar.
16 a 31 de março 2025
👉 Montantes apurados para deduções no IRS ficam visíveis para consulta na área pessoal do Portal das Finanças. Podem ainda ser consultados outros gastos dedutíveis no IRS incluindo os juros do crédito à habitação, rendas da casa, taxas moderadoras ou propinas de estabelecimentos de ensino público.
Até 31 de março 2025
👉 Consignação do IRS e IVA. Prazo limite para quem pretende consignar. O IRS e/ou o IVA para uma entidade que deseje apoiar antes da entrega do IRS
👉 Atualize o IBAN para efeitos de reembolso, no Portal das Finanças
De 1 de Abril até 30 de junho
👉 A entrega do IRS referente a 2024, ocorre no Portal das Finanças, independentemente
da categoria de rendimentos. Depois de entregar a declaração deve consultar o seu estado no portal das Finanças, dado que podem existir erros que devem ser corrigidos.
A diversificação de investimentos é uma estratégia essencial para proteger o seu capital e otimizar os retornos a longo prazo. Consiste em distribuir os seus investimentos por diferentes classes de ativos, setores e geografias, de modo a reduzir o risco de perdas significativas caso um único investimento não dê os resultados que esperamos.
Por que diversificar?
* Reduzimos o risco: Ao diversificar, não coloca todos os seus "ovos na mesma cesta". Se um investimento estiver em baixa, outros podem compensar as perdas.
* Otimização de retornos: Diferentes classes de ativos e setores podem ter desempenhos variados ao longo do tempo. Ao diversificarmos os nossos investimentos podemos capturar oportunidades de valorização em diferentes áreas.
* Proteção contra a volatilidade: Os mercados financeiros são voláteis e os seus investimentos podem sofrer flutuações. A diversificação ajuda a suavizar essas oscilações, tornando a sua carteira mais resiliente.
Como diversificar?
* Classes de ativos: Invista em diferentes classes de ativos, como ações, renda fixa, imóveis, criptomoedas e commodities. Cada classe tem características e riscos distintos.
* Setores: Distribua os seus investimentos por diferentes setores da economia, como tecnologia, s\aúde, energia e consumo.
* Geografias: Invista em diferentes países e regiões, aproveitando o potencial de crescimento de diferentes mercados. E assim evita os países que têm uma maior instabilidade económica e política.
* Tipos de investimentos: Dentro de cada classe de ativos, explore diferentes tipos de investimentos, como ações de grandes empresas, títulos públicos, fundos imobiliários e ETFs.
Muito importante, antes de qualquer tipo de investimento:
Lembra-te que a diversificação não garante lucros, mas é uma estratégia fundamental para protegeres o teu património e também aumenta a probabilidade de teres melhores resultados a longo prazo.
Embora esses sejam alguns dos fatores comuns que contribuem para a riqueza, é importante reconhecer que cada situação é única e que nem todos os ricos alcançam a sua riqueza da mesma maneira.
⭐Educação e conhecimento financeiro: Investem tempo e recursos em educação sobre finanças, investimentos e estratégias de construção de riqueza, o que lhes permite tomar decisões financeiras mais informadas e eficazes.
⭐Planeamento financeiro: Desenvolvem e seguem um plano financeiro bem elaborado, estabelecendo metas de longo prazo, orçamentos e estratégias de investimento para alcançar a independência financeira.
⭐Empreendedorismo e inovação: Alcançam a sua riqueza através do empreendedorismo, criam negócios bem-sucedidos ou desenvolvem produtos e serviços inovadores que atendem às necessidades do mercado.
⭐Disciplina financeira: têm muita disciplina financeira, poupam e investem consistentemente, evitam dívidas desnecessárias e vivem dentro das suas possibilidades, o que lhes permite acumular riqueza ao longo do tempo.
⭐Networking e oportunidades: Constroem uma rede sólida de contatos e aproveitam as oportunidades de negócios que surgem através dessas conexões, permitindo-lhes expandir os seus recursos e influência.
⭐Investimentos inteligentes: Geralmente investem o seu dinheiro de maneira inteligente em uma variedade
de ativos, incluindo ações, imóveis, negócios e outros investimentos que geram retorno financeiro ao longo do tempo.
⭐Mentalidade de crescimento: Possuem uma mentalidade de crescimento, buscam constantemente aprender e crescer pessoal e profissionalmente, o que lhes permite que se adaptem às mudanças e aproveitar as novas oportunidades.
É uma frase que já ouvi dezenas de vezes. E posso já dizer que há soluções para tudo, menos para a morte e para os impostos. Todos sabemos que uma grande parte das nossas despesas é nas pequenas despesas e nos pequenos consumos. Eu vou deixar aqui somente algumas sugestões que já poderão ajudar-vos a criar alguma poupança.
Como por exemplo:
- Tomar menos 2 cafés por dia (no café), estamos a falar de 1,60€ x 365 dias =584€
- Fumar menos 3 cigarros por dia (0,66€ x 365 dias = 240€
- Substituir o fornecedor de telecomunicações (uma poupança média de 20€ por mês = 240€/ ano
- Substituir o fornecedor de eletricidade (uma poupança média de 20€/ mês = 240€/ ano
- Lanche diário no trabalho 2,50€/ dia x 250 dias de trabalho = 625€/ ano
Total poupança anual = 1929€
Assim, somente com essas pequenas poupanças em 5 anos teremos cerca de 10 mil euros para criarmos o nosso fundo de emergência.
https://youtube.com/shorts/kSO9CrDo2cs?feature=share
A oitava maravilha do mundo, o juro composto.
O juro composto é um conceito financeiro que diz que o juro ganho em um investimento é reinvestido para gerar ainda mais juros, o que pode levar a um crescimento exponencial do valor do investimento ao longo do tempo.
O juro composto é frequentemente referido como a oitava maravilha do mundo porque pode ser uma ferramenta poderosa para aumentar o património líquido. Ao investir num plano de poupança ou investimento que ofereça acumulação de juros, é possível ver o seu dinheiro crescer rapidamente, como por exemplo o famoso ETF SP500 ou outros ETF's que replicam outros índices.
Por exemplo, vamos supor que invisto 1000 euros num plano de poupança que ofereça um juro composto de 5% ao ano. Após o primeiro ano, vou ganhar 50 euros de juros. Esses 50 euros serão então reinvestidos, aumentando assim o valor do meu investimento para 1050 euros. No segundo ano, vou ganhar mais 52,50 euros de juros, ou 5% de 1050 euros. Esse processo repete-se a cada ano, e vai ver o seu dinheiro a crescer a uma taxa exponencial.
É claro que o juro composto não é uma garantia de lucros. O valor do seu investimento pode cair se o mercado financeiro estiver em baixa. No entanto, se investir para o longo prazo e escolher um plano de poupança ou investimento que ofereça um juro composto decente, é provável que veja o seu dinheiro crescer significativamente.
Aqui estão algumas formas de como pode aproveitar o juro composto:
Começar a investir cedo. Quanto mais cedo começar a investir, mais tempo o juro composto terá para trabalhar.
Invista regularmente. Mesmo que possa investir apenas uma pequena quantia por mês, isso fará uma diferença significativa ao longo do tempo.
Escolha um plano de poupança ou investimento que ofereça um juro composto decente.
Evite liquidar o dinheiro investido antes do prazo pois perderá parte dos juros que teria ganho.
E outra boa vantagem é que só pagam imposto sobre as mais valias quando liquidar o investimento, mas nos dividendos ou juros que são distribuídos pagamos o imposto no imediato assim que ele é distribuído, normalmente o fundo de investimento ou empresa distribui o dividendos líquidos já com os impostos aplicados.


O nosso modelo do dinheiro
Como nós nos relacionamos com o dinheiro? E como o idealizamos?
“Se nós queremos fazer algo diferente, nós temos que agir de forma diferente”.
Para podermos compreender o nosso modelo do dinheiro é preciso compreender estes quatro quadrantes: o nosso mundo mental, mundo espiritual, mundo emocional e mundo físico.
Se compreendermos estes 4 quadrantes e aplicarmos este conhecimento na nossa vida, sem dúvida que conseguiremos também ter a solução para mudarmos a nossa mentalidade, a forma de pensar, de sentir e também de agir.
O mundo mental relativamente ao dinheiro é a forma como pensamos sobre o dinheiro, é um conjunto de pensamentos que temos enraizados sobre o dinheiro e normalmente esse enraizamento foi feito em ambiente doméstico, já trazemos toda esta forma de pensar da nossa família e infância. Por exemplo, se a nossa família gastava muito dinheiro, também nós teremos a tendência de gastarmos mais do que devemos, se era poupadora, a nossa tendência também seria sermos poupadores. Se aprendeu que o dinheiro que ganhamos serve somente para gozarmos a vida e comprarmos coisas, então assim o será e nunca poderá criar riqueza se não mudar esse mundo mental. Se tem as seguintes ideias sobre o dinheiro: é difícil ter dinheiro então substitua por “é fácil ter dinheiro”; “o dinheiro é ganho para ser gasto” então substitua por “o dinheiro é ganho para ser investido e gerar riqueza”. Avalie esse seu modelo e procure um caminho diferente para a prosperidade e sucesso.
O mundo emocional, é a forma como sentimos o dinheiro e como nos sentimos quando falamos sobre dinheiro; como nos sentimos quando temos muito ou pouco dinheiro em nossa posse; como nos sentimos quando estamos em ambientes ricos ou na presença de pessoas ricas; que emoções temos quando vemos alguém que tem sucesso?
O mundo espiritual, na minha opinião é um mundo e uma forma de ser que deve estar presente em todas as pessoas e em todas as áreas da vida. O dinheiro é energia, ele representa uma energia que nos liga aos objetos que nos desejamos ter. O dinheiro não é uma coisa, mas sim uma transação, uma transferência, uma troca. Como toda a energia, o dinheiro não tem consciência moral, teremos que ser nós a conferir-lhe moralidade através do uso que fazemos dele.
O mundo físico, é o reflexo dos outros 3 mundos, ou seja, o que nós pensamos , o que nós sentimos e o que nós experienciamos em termos espirituais vai se materializar no nosso mundo físico, e isto acontece em toda a nossa vida, tal como no nosso dinheiro, a forma como pensamos sobre o dinheiro, a forma como agimos, etc.
Os efeitos dos 3 mundos anteriores serão replicados no mundo físico e a falta de dinheiro é um efeito, nós temos que perceber a causa, o que está a causar esta falta de dinheiro e não podemos esquecer que o nosso mundo exterior é reflexo do mundo interior.
Se queremos alterar o nosso modelo de dinheiro, temos que ir alterar um Mundo de cada vez, o mundo mental, espiritual e emocional e depois todas as alterações irão refletir-se de forma automática no mundo físico.


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