Resposta rápida: não existe um valor certo. A semanada pode ser definida de acordo com a idade da criança ou de acordo com as suas necessidades, e quem decide são sempre os pais. Mais importante do que o valor é o que a criança aprende a fazer com ele: dividir o dinheiro entre a carteira e os porquinhos, e ter um quadro de sonhos para saber para onde vai.
Aos 8 anos, recomendo a semanada. Um mês é muito tempo para uma criança desta idade: se gastar tudo no primeiro dia, fica três semanas à espera e a lição perde-se. Com a semanada, o ciclo é curto: recebe, decide, erra ou acerta, e na semana seguinte tem uma nova oportunidade.
Não há uma tabela oficial. Há dois caminhos, e os pais escolhem o que faz mais sentido para a sua família:
Em qualquer dos casos, faz três perguntas:
O segredo não está no valor, está na divisão. A criança tem uma carteira e três porquinhos:
No início, a criança usa só a carteira e dois porquinhos:
Quando a criança alcança o seu primeiro sonho, aparece o porquinho da doação, e a divisão passa a 50% / 20% / 20% / 10%.
Porquê? Porque primeiro a criança tem de sentir, na pele, o que é poupar, esperar e conquistar. Depois de realizar o seu próprio sonho, percebe melhor o valor de ajudar outras pessoas a realizar os delas.
Os porquinhos só funcionam se a criança souber para quê está a poupar. Por isso, cada criança deve ter o seu quadro de sonhos: um quadro com os sonhos que quer alcançar, desenhados ou escritos, pendurado num sítio onde o veja todos os dias.
Quando o sonho está à vista, é muito mais fácil resistir à tentação de gastar tudo na carteira.
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Não. Fazer a cama, arrumar o quarto ou pôr a mesa são deveres de quem vive em família, não são um trabalho pago. Se a semanada depender das tarefas, a criança aprende que só ajuda quando há dinheiro em troca. A semanada serve para aprender a gerir dinheiro.
Deixa acontecer. É a melhor lição possível, e custa pouco. Não dês um adiantamento nem tires dinheiro dos porquinhos. No fim, conversa com calma: "O que aprendeste? O que fazias de diferente?" Os erros com pouco dinheiro, na infância, evitam erros com muito dinheiro na vida adulta.
Não existe um valor certo. Os pais decidem, de acordo com a idade da criança ou com as suas necessidades, e com o orçamento da família.
Metade vai para a carteira. No início, a outra metade divide-se em partes iguais pelo porquinho dos sonhos e pelo porquinho do tesouro (50/25/25). Depois do primeiro sonho alcançado, entra o porquinho da doação: 50/20/20/10.
Para a criança saber para onde vai o dinheiro que poupa. Ver o sonho todos os dias ajuda a manter a motivação.
Estes são os temas que trabalho nos livros Pai, o que é o Dinheiro? e Os Guardiões do Tesouro e nos workshops nas escolas.
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